☀ de um mundo múltiplo ☀
Visões múltiplas

Apagar fotos, bloquear contato, eliminar absolutamente tudo o que te remete na minha rotina não apaga minhas memórias, muito menos apaga a vida.

Foram mais de 6 anos juntos, compartilhamos processos importantes na vida de ambos. A gente se ajudou, errou, aprendeu e evoluiu.

Eu não falo isso no sentido de querer usar o peso do tempo para definir/delimitar importância. Falo isso para que te ajude a ter consciência de que a gente viveu e compartilhou o que tinha de ser vivido e compartilhado, no momento certo, na duração certa.

O que aprendemos um com o outro - antes, durante e com o término do relacionamento-, a gente vai carregar pra vida. Não importa o quanto a gente se engane e tente “se livrar completamente”.

Da última vez que conversamos eu te falei que sobrariam coisas a serem ditas, porque lavar a roupa suja de 6 anos tem assuntos que não se esgotam. A vida, enquanto há, não se esgota. 

Mas você já me deixou preparada de que aquela seria nossa última conversa, pois catucar uma ferida que ainda está inflamada é doloroso demais. 

Enfim, eu só queria te dizer que me comprometi a não cometer os mesmos erros daqui pra frente. Principalmente no que diz respeito a mim. Imagino que você também.

Rupturas são sempre dolorosas, não tem como não ser. Mas a gente não precisar piorar ainda mais as coisas. A gente não precisa se machucar tanto.
Cada dia que passa eu vou de encontro ao estado de espírito que eu tanto almejo, espero que você também esteja nesse processo.

Mas ainda há uma última coisa que eu tenha a te desejar: que um dia você tenha a nobreza de reconhecer o amor quando tudo indica que deixou de ser. 

Eu te amo, xxxxxx. 

E sou grata por tudo que vivemos juntos. 

Mas é chegada a hora de reconhecer que estou bem sem você.

11/10/2018. 12h43min


Esse texto não tem sentido.

Quando era adolescente, descobri que existia uma parte de mim que precisava ser externada. Não era nada brilhante ou genial. Era mais como um vômito que escapa pelos dedos a caminho do banheiro.

Talvez tivesse a ver com a solidão, que eu tentava romantizar e transformar em solitude. Mas de qualquer forma, encontrei nos blogs da internet esse espaço, depois migrei pro tumblr.

Obviamente não era nenhuma escritora promissora, que viria a publicar livros que seriam transformados em série ou filmes. Era apenas uma garota que desabafava pra uma tela em branco.

Até tentava fazer isso a moda antiga, com caneta e papel, mas no PC sempre foi mais fluido, minha mente parecia a mil por hora e a caneta não acompanhava o ritmo, o que dava brecha pra que eu me perdesse e não me encontrasse.

Aliás sempre achei minha letra mais bonita de lápis. Não gosto tanto assim de canetas.

Com o tempo esse hábito de transcrever meus sentimentos se perdeu e com isso alguns sentimentos se perderam também. E eu gostava tanto de fazer isso…

Ninguém nem lia o que eu escrevia, mas eu não fazia isso pelos outros, fazia por mim. Nem mesmo quando se tratava de cartas de amor.

Nos últimos dias percebi que o vazio que habita em mim diz muito sobre tudo que deixei guardado - e que se perdeu. Será que sou tão vazia, sem conteúdo assim?

Não li muitos clássicos, tampouco sou uma leitora assídua. E não pretendo ser escritora. Eu só preciso voltar a desabafar. Comigo e com essa tela - que há alguns momentos era em branco .


abstrativismo:

tem dias que eu sinto o inferno dentro de mim mesma.


zumbisrussos:

me sentir insegura no meio do mundo por lembrar que ele é grande e eu não


“Todos somos substituíveis, mas nem todos com a mesma eficiência.”
- autor desconhecido.

eutededico:
“ “Ao longo desses sete anos, tive que aprender a fazer muitas concessões.
Uma delas é a dedicatória em livro alheio.
Se bem que há livros, que por serem muito importantes e nos acompanharem por muitos anos, acabam sendo um pouquinho...


larcarioca:
“ ☼ Lar carioca ☼
”

O amor, a paz e você

brunavieira-blog:

É infinitamente mais fácil descrever um amor que machuca. É até libertador colocar pra fora em forma de texto um sentimento que não faz bem. Quase como um falso decreto de que ainda temos o controle da situação ou ao menos a consciência de que aquilo é algo extremamente tóxico pra gente. Bem lá no fundo quem escreve sobre o que sente tem um pouco de medo da felicidade. A calmaria leva embora a inspiração, porque escrever sobre a paz quase sempre é deixar a folha ou tela em branco. É não precisar definir absolutamente nada. Sair de casa e esquecer a janela aberta pra poeira dançar ao ritmo do vento.

Mas agora é diferente. Eu não tenho mais mais medo.

Sem pistas e jogos, prometi. Não quero ter razão ou alimentar meu orgulho com a certeza de que eu sou a pessoa da relação que menos se envolveu até agora. Todas as minhas teorias deixaram de fazer sentido quando te conheci, então nada mais justo que deixar as cartas na mesa e admitir de uma vez que você me ganhou. Derrubou o muro que construí em volta de mim. A saída no final das contas não era destruir tijolo por tijolo, curar trauma por trauma, mas sim me fazer lembrar de como é bom admitir cada fraqueza ao lado de alguém que continua me amando por dentro e por fora. Como eu era, como me tornei e como eu desejo ser amanhã.

O que eu mais gosto na gente é a tranquilidade. Seu amor me deu de presente bons pensamentos e agora é como seu eu tivesse um refúgio dentro da minha própria mente. O mundo lá fora pode estar desmoronando, mas quando eu fecho os olhos continuo vendo seu sorriso em câmera lenta ou lembrando do tom da sua voz. Eu adoro o jeito que você fala. Most of the time, olhando nos meus olhos e me fazendo sentir a garota mais sortuda do mundo.

As pessoas dizem que nós combinamos porque somos exatamente iguais, mas a verdade é que você faz o melhor de mim vir à tona. Como quando estou perto da minha família ou viajando para algum lugar novo. Simplesmente não há espaço ou tempo para coisas ruins.

Apesar de eu ter a sensação de que nos conhecemos há muito tempo, sei que esse é só o começo e eu não faço ideia do que o destino separou pra gente. Gosto de imaginar que os nossos sonhos jamais vão conseguir nos distanciar porque de alguma forma nos cruzamos aqui nessa cidade graças a eles. Você só de passagem e eu de mudança. Precisávamos de um bom motivo pra ficar, então, nos encontramos.

Não quero que o tempo passe rápido demais, mas isso acontece com frequência quando você está por perto. É como se a distância entre o “estou chegando” e o “adorei ficar com você” coubesse num abraço, mas a verdade é que cada momento tem feito toda diferença pra mim. Sendo assim, obrigada por me mostrar um novo caminho e topar seguir em frente. Minha vida e minha sala são igualmente bagunçadas, como você já deve ter reparado, mas fiz questão de reservar um espaço especial pra você. Nesse texto, ao meu lado e onde estivermos amanhã.


theglasschild:
“Don’t try to present your art by making other people read or hear or see or touch it; make them feel it. Wear your art like your heart on your sleeve and keep it alive by making people feel a little better. Feel a little lighter....